Perto, mas tão longe.

Como podes?

Como podemos?

Como isso se deu?

E tudo que sabemos

Por onde se perdeu?


Ah! Como eu queria

tê-lá comigo

Dizes que já a tenho.

Então, essa distância

Quem em mim contenho,

Seria meu castigo

De onde advenho?


Teu abraço meu abrigo

Mas não estas tão perto

Como podes meu abrigo

Me deixares sem teto?

Sem chão, sem paredes

Sabe que eu não me conforto

apenas com essas redes

Pois não posso deitar e

De ti me senti coberto

Por onde esteves?


Onde estás?

Será que pensas em mim?

Seria melhor que não pensastes

Já que não podes vir

Nem eu ir

Mas só sabes ir embora

Dizes que volta, mas

por que tanta demora?

Fui em tua direção

Desviastes o caminho

Como posso esperar vê-la

Se eu ando aqui por baixo

E tu voas como passarinho?


Me encanta tua beleza

Me encanta teu sorriso

Teu olhar me faz acreditar

Que é disso que preciso

Que quero, que intecedo

Mas é tarde demais

Não é cedo

Para perceber que a verdade

Sempre foi nós

Nos amando

Sendo nosso

Proprio sossego



Somos ligados por essas linhas

Que me faz lembrar

Que és tu que estas aqui

E toda palavra que sai

Só é sobre ti

Como podes estar tão perto

e tão longe de mim?


És tu essas estrelas

As quais estão ali

E vejo-as brilhar?

Mas tão distantes

Na ilusão do olhar

Pois na verdade

Não estão onde achamos que está

?


És tu lua, sol

Rios e mar

Onde posso tomar banho

Mas não posso mergulhar?

Pois no fim estás no céu

sempre livre a voar

?


Mas sempre esteves aqui

perto, mas tão longe

Confeso que não queria

Você distante

Mas ce sabe que no fim

Das contas

Somos todos amantes.

Sem sentido, mas sentido.

Eu sou

Parte de tudo

Que existe no universo

Versos

De um poema diverso

Com os seus temas complexos

Mas cheios de si

Me conecto com tudo que peço

Entro em mim

Vibração que confesso e me faço existir

Sentimentos que não consigo

Pôr num papel

O amargo que sinto

No doce do mel

Eu sou um sonhador

Minha realidade é feita de amor

E me disseram que isso não era real

Crio, acredito, isso não é banal


Eu sou

o próprio universo

Feito de tudo

Sempre mudo

Mas nunca mudo

Grito, canto, falo

Esculto, curto tudo isso

Não fico pelos cantos

Sou tridimensional, me alongo

Sem prantos me planto

Me encanto, cresço

Floresco

E quais sentimentos existem aqui?

Sentir, ir, vir, ficar, e mais uma vez………

………

Partir

me encontrar, sonhar

Inteiro, inteiramente eu

partes de mim

Mas não partes de mim

Eu não quero que se vá

Mas talvez eu tenha que

deixá-la ir

Para que possa finalmente

Voltar

Somos parte um do outro

Você é parte de mim

Eu sou parte de você

Somos um só

Juntos, apenas um ser

Nunca sos

Sempre infinitos

Me encontro ou não me encontro?

Mas já estamos aqui

Não quero sair por ai a procurar

Algo que já

Posso amar

Posso sentir, ser, estar

Ser, viver, está tudo aqui

Só existe o agora

Para te amar não existe

Tempo, espaço

Futuro, passado

Há apenas nós

Eu, tu.

…..

Com prantos me rego

Para o entendimento de tua partida

Hoje entendo que nunca quiseste ir

Eu é quem fugia.

SÓ TALVEZ

Cuscuz

É incrível como tudo passa tão rápido

ou você acha que não é nada

ou é apenas poeira no espaço

que se foi num piscar de olhos

um piscar mais longo e curto ao mesmo tempo

é incrível o quanto somos enganados…

tudo se torna pouco quando chega ao fim

é como se uma hora durasse um segundo

e mil anos uma hora enquanto essa uma hora

desses mils anos torna-se seu um segundo

do nada

do nada, tudo

do tudo encontramos nós

os considerados os nadas que mais tem de tudo

pelo menos até agora

até agora, até perder algo que poderia considerar vazio

mas agora percebe o quanto estava cheio

cheio de que? Somos tão completos incompletos

nada simples de entender mas nem tanto complexo

diríamos que foi injusto?

acho que não, ou sim…

mas talvez tenha sido o melhor

mas só talvez

“se não tivesse que acontecer não teria acontecido”

mas só talvez

porque na realidade a gente não tem a mínima certeza dessa teoria

a gente vive procurando algo para justificar tudo que não sabemos como justificar

no caso, tudo.

tudo ou nada?

tudo e nada

porque no fim eles acabam sendo a mesma coisa dependendo da sua interpretação

e isso é tudo.

(ou nada)

a gente sempre tem algo a mais para falar mas deixa vazio e esse não falar é que é tão ensurdecedor

como um grito

silencioso demais para se chamar grito

mas só talvez…

porque às vezes o nada dói mais que tudo

e as vezes tudo era melhor que nada

mas só talvez…